O debate no plenário do Senado se deu em torno, principalmente, do aumento do número de pastas da Esplanada de 23 para 37 ministérios ou órgãos com status de ministério. A oposição criticou o aumento. Eduardo Girão, que votou contra a matéria, acredita que houve negociata na Câmara para que a proposta fosse aprovada. “O que a gente viu ontem na Câmara não tem outra palavra: foi negociata. Temos obrigação de discordar disso. Olha a que pontos chegamos. Os deputados disseram com todas as letras: ‘O governo não está liberando as emendas’. Se isso não é ‘toma-lá-dá-cá’, barganha e política apodrecida, eu não sei o que é”, disse.
A crítica foi rebatida pelo senador Cid Gomes, que defendeu que é preciso separar os temas por ministérios. “Onde está escrito que a quantidade de ministérios de um governo deve ser pequena, que deve ser 23 e não se 37? É muito cômodo chegar à tribuna e dizer: ‘É muito ministério, é cabide de emprego’. Eu questiono: qual assunto não deveria merecer o status de ministério? Cultura? Agricultura Familiar? Esporte? Igualdade Racial? Mulheres? Ou seria Povos Indígenas?”, questionou.
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