Principal nome cotado pelo petista desde o início do seu terceiro mandato, a confirmação do favoritismo de Zanin não é à toa e revela a confiança do presidente, no âmbito pessoal e profissional, no advogado.
Apesar da indicação gerar controvérsias pela proximidade entre os dois, especialistas apontam que o critério "confiança" para a escolha de um nome que irá integrar o Supremo já é tradicionalmente utilizado por aqueles que passaram pela Presidência da República. Como exemplo, eles citam as nomeações:
Do ex-ministro Marco Aurélio de Mello (aposentado em 2021), indicado então ex-presidente Fernando Collor (à época do MDB) em 1990;
Do ex-ministro Nelson Jobim (aposentado em 2006), em 1997, e do ministro Gilmar Mendes, em 2002, ambos indicados durante pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB);
Do ministro Dias Toffoli, indicado por Lula (PT) no seu segundo mandato, em 2009;
Do ministro Alexandre de Moraes, indicado pelo ex-presidente Michel Temer (MDB) em 2017;
E do ministro André Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2021.
Na lista, há parentes de sangue, ex-advogados de partidos e ex-advogados-gerais da União (AGU) — nomeados pelos mesmos ex-presidentes que também o indicaram ao STF. Por isso, especialistas avaliam que o "eventual desgaste" que a indicação de Zanin pode trazer para Lula não foi suficiente para fazê-lo desistir. Ademais, o "notório saber" do advogado é amplamente reconhecido por juristas, que destacam o bom trânsito de Zanin no Supremo Tribunal Federal.
0 Comentários