O reajuste da tarifa do transporte coletivo marcou mais um embate entre o prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), e o Governador Elmano de Freitas (PT). Sarto, ao anunciar a correção do preço das passagens, afirmou que a Prefeitura vem “trabalhando para manter a tarifa integrada de transporte público entre as mais baratas do País” e que, “até 2022, havia uma parceria com o Governo do Ceará, que aportava mais R$ 3 milhões”.
REAÇÃO DE ELMANO
Segundo, ainda, José Sarto, o repasse que era feito pelo Governo do Estado ainda não havia chegado aos cofres da Prefeitura no início de março. Elmano reagiu, de forma dura, contra o prefeito da Capital a quem cobrara mais transparência e verdade sobre as passagens do transporte coletivo.
“Embora sendo uma responsabilidade direta do município, o Governo do Estado ajuda a manter o transporte público da capital há muitos anos com cerca de R$ 30 milhões/ano, através da redução em 66% na base de cálculo do ICMS do Diesel’’. Governador Elmano de Freitas
Elmano disse, ainda, que o “Governo do Estado deu um apoio financeiro extra para o município, pelo fato do prefeito alegar dificuldades financeiras naquele momento (durante a pandemia)”, e lembrou ter assumido compromisso de campanha de “garantir gratuidade para todos e todas no transporte da Região Metropolitana”, compromisso que, conforme enfatizou, será honrado.
Além de rebater as declarações de Sarto, Elmano foi além e cobrou uma promessa de campanha do então candidato do PDT à Prefeitura de Fortaleza nas eleições de 2020: “Espero que ele (Sarto) faça o mesmo, quando prometeu recentemente dar gratuidade aos estudantes da capital”, disse Elmano.
SUBSÍDIOS
O subsídio garantido pelo Governo do Estado aliviou o bolso dos passageiros do transporte coletivo de Fortaleza que não arcaram com valores mais altos da tarifa nos anos de 2021 e 2022. O aumento nos custos para os ônibus circularem levou a Prefeitura a reajustar a tarifa de R$ 3,90 para R$ 4,50, mas reduzir, ao mesmo tempo, a meia passagem de R$ 1,80. A tarifa social saiu de R$ 3,30 para R$ 3,90.
O setor de transporte de passageiros foi um dos mais atingidos na pandemia da Covid-19 e as empresas cobravam um reajuste maior para diminuir o impacto nos custos de manutenção do sistema.
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