Ciro Gomes foi condenado na Justiça após chamar o vereador Fernando Holiday de “capitãozinho do mato”, durante entrevista à rádio Jovem Pan. Na sentença, o juiz Domício Pacheco e Silva apontou que houve discriminação racial e constrangimento ilegal na declaração do ex-ministro.
“Ao acoimá-lo de ‘capitãozinho do mato’, o réu pretendia demonstrar que o espectro de atuação política do autor estaria confinado a certos limites, em razão de sua herança genética. Diferentemente do que ocorreria acaso se tratasse de integrante de outro grupo étnico, estaria o autor aferrado, contra a sua convicção, à opinião daqueles grupos de ativistas alinhados ideologicamente ao réu. Em outras palavras: a liberdade de o autor pensar e se comportar, pelo que se infere da contestação, seria relativa, como se ele fosse hipossuficiente“, diz um trecho da sentença.
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