Dos 69 eleitos deputados federais (22), estaduais (46) e senador (1) no Ceará no último domingo (2), pelo menos 49 deles, cerca de 71% dos vitoriosos nas urnas, têm ou tiveram parentes com mandatos eletivos. Entre os federais, a proporção é de 72%, entre os estaduais, 69
André e Alcides não foram os únicos a apostar na dobradinha pai e filho nas eleições deste ano. O deputado federal Moses Rodrigues (União) é outro que conseguiu se reeleger e eleger o pai, Oscar Rodrigues, como estadual. Quem também repetiu o feito foram o deputado estadual Zezinho Albuquerque (PP) e o filho, AJ Albuquerque, ambos reeleitos.
Na árvore genealógica política do Ceará, há ramos se alongando, como é o caso da Família Aguiar, de Tauá. No ano em que a família se despediu do patriarca, Domingos Gomes de Aguiar, aos 91 anos, prefeito da cidade na Região dos Inhamuns, elegeu um novo nome para a Assembleia Legislativa, a médica Gabriella Aguiar, e reelegeu o deputado federal Domingos Neto, irmão de Gabriela. Ambos são filhos do ex-vice-governador Domingos Filho, que disputou o cargo novamente em 2022, e da atual prefeita, Patrícia Aguiar. Todos integram o PSD.
Outra família tradicional que se ampliou foi a dos "Ferreira Gomes". A mais nova integrante da família que tem dois ex-governadores a assumir mandato eletivo será Lia Gomes (PDT), eleita deputada estadual. Ela é irmã do senador e ex-governador Cid Gomes (PDT), do ex-governador e ex-candidato a presidente Ciro Gomes (PDT) e do prefeito de Sobral, Ivo Gomes (PDT).
herança política não é homogênea, no entanto, cada caso precisa ser observado com suas particularidades. Há políticos no Ceará, eleitos e não-eleitos, que, apesar de parentescos, não usam o mesmo sobrenome e chegam até a ser adversários políticos.
Enquanto não são oficializadas as candidaturas para as eleições de 2022, famílias preparam a pré-candidatura de novos integrantes em cargos de deputados, em dobradinha com parentes que disputarão reeleição
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