Lula vai a Salvador e participa de caminhada com candidato do PT ao governo baiano



A passeata partiu do Largo de Roma, onde fica o Santuário de Santa Dulce dos Pobres, e prosseguiu por pouco mais de um quilômetro em direção à Igreja do Bonfim.

Líder nas pesquisas de intenção de voto, Lula participou do evento em cima de uma caminhonete ao lado de Jerônimo Rodrigues, candidato petista ao governo da Bahia.

O presidenciável do PT aproveitou a última sexta-feira antes do primeiro turno para tentar ajudar apoiadores nas eleições estaduais. Pesquisas Ipec para o governo da Bahia mostram crescimento de Jerônimo, que saltou de 13% para 32% das intenções de voto.

No entanto, o candidato segue em segundo lugar, atrás do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), que tem 47%, de acordo com o último levantamento Ipec. Horas antes da passeata de Lula, ACM Neto fez uma caminhada com o mesmo trajeto.Ainda nesta sexta-feira, Lula visita Fortaleza, onde participa de caminhada ao lado de Elmano de Freitas, candidato do PT ao governo cearense.


Primeira ida a Salvador na campanha


A passeata desta sexta foi o único ato de Lula na Bahia desde o começo oficial da campanha – mais curta este ano –, em 16 de agosto.

Além de Jerônimo, Rui Costa (PT), atual governador do estado, e os senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD) acompanharam o presidenciável no evento. Otto é candidato à reeleição com apoio do PT.


'Burrice' provocar a Argentina


Mais cedo, durante entrevista no Rio nesta sexta-feira, Lula classificou como "burrice" um presidente brasileiro provocar a Argentina. E acrescentou que, se eleito, buscará conversar com os líderes da região.


Na capital fluminense, Lula estava acompanhado de aliados, entre os quais Marcelo Freixo (PSB), candidato a governador, e André Ceciliano (PT), candidato a senador pelo Rio.

O presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, critica com frequência o presidente da Argentina, Alberto Fernández, aliado político de Lula. Durante as eleições argentinas, Bolsonaro defendeu a reeleição de Mauricio Macri, que acabou derrotado por Fernández.


"Você tem a América do Sul inteira querendo que o Brasil ganhe para ver se a gente consegue coordenar outra vez uma instituição multilateral como a Unasul e tentar discutir projetos que são de desenvolvimento. Você não pode ter no Brasil um presidente que fique provocando a Argentina todo dia. A Argentina é o nosso principal parceiro comercial. Sabe? É uma burrice de quem governa. Então, nós vamos ter dificuldade de recuperar um monte de coisa em que foi feito o desmonte aqui", declarou o petista.

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