Com 35,1% da capacidade total, açudes do CE atingem maior volume desde 2013
O alívio no quadro hídrico do Estado tem relação direta com os bons volumes de precipitações registrados desde março. No Estado, 34 açudes estão sangrando
Em pouco mais de dois meses e meio de quadra chuvosa, a média do volume hídrico dos 155 reservatórios monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) no Ceará saltou de cerca de 21% para 35,1%. Segundo a pasta, a última vez que o Estado esteve no patamar de 35% foi em outubro de 2013. A média mais próxima atingida foi em junho de 2020, quando chegou-se a 34,5%.
O alívio no quadro hídrico do Estado tem relação direta com os bons volumes de precipitações registrados desde março. O mês terminou com acumulados 30,5% acima do normal; foi registrada média de 265,4 milímetros (mm) de chuva, sendo que são esperados 203,4 mm.
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AssineEm abril, até o momento, o Estado tem média de 167,4 mm de chuva. O acumulado normal para todo o mês são 188 mm. Assim, as chuvas estão em torno da média.
Para a quadra chuvosa, que vai de fevereiro a maio, por enquanto, o Ceará registra média 497,3 mm de chuvas, conforme dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). A normal climatológica para o quadrimestre é de 600,7 mm.
Reservatórios
Após um fim de semana chuvoso, as águas transbordaram nos açudes Diamantino II (no município de Marco), Gangorra (em Granja), Maranguapinho (em Maranguape) e Aracoiaba (no município de mesmo nome). Com isso, subiu para 34 o número de barragens sangrando no Estado, segundo dados da resenha diária de monitoramento da Cogerh desta segunda, 25. No mesmo período de 2021, apenas 16 açudes estavam sangrando.
Ainda segundo a pasta, o Estado tem oito açudes com volume entre 90% e 100%: Araras, Ayres de Sousa, Do Coronel, Olho d'Água, Pacajus, São Domingos II, Taquara e Trapiá III.
Por outro lado, há 56 reservatórios com volumes inferiores a 30%. O titular da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), Francisco Teixeira, ressalta que a reserva hídrica ainda precisa de atenção. “Algumas regiões, como o Sertão Central e Banabuiú, não tiveram bons aportes. A Bacia do Banabuiú se encontra com apenas 8,37%", afirma, lembrando do terceiro maior reservatório cearense.

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