No documento, os profissionais afirmam que o cenário epidemiológico do Estado poderia estar em situação ainda mais preocupante, não fosse a imunização em massa da população contra o novo coronavírus. “Estamos vivendo uma elevação significativa no número de novas pessoas infectadas pela Covid-19. Uma crescente exponencial, ao mesmo tempo em que, ainda bem, somos um estado e uma cidade [Fortaleza] com taxa de cobertura vacinal acima de 70%”, diz trecho da carta.
No texto, os médicos ainda manifestam preocupação pelo que chamam de relativização da vacina, corrente formada por pessoas contrárias à vacinação e que questionam deliberadamente, por meio das redes sociais, a eficácia dos imunizantes — já comprovada cientificamente em estudos e testes laboratoriais. “É muito importante que neste momento não haja nenhuma comunicaçãorelativizando a eficácia das vacinas. A ciência já documentou muito claramente: a vacinação, especialmente a vacinação completa, com duas doses e o reforço, evita adoecimento pela Covid, especialmente a variante Ômicron, e evita complicações.
A primeira grande chamada à ação que nós, do Coletivo Rebento, fazemos é: não relativize a eficácia da vacina. Quem ainda não completou seu esquema vacinal faça isso. Que as crianças sejam vacinadas. As vacinas são seguras para crianças, gestantes, pessoas com comorbidades e idosos.
Quando alguém "naturaliza" a doença dizendo que "É isso mesmo", que "a doença está espalhada e vamos todos nós adoecer" e não tomamos os cuidados, estamos expondo num primeiro momento o grupo de risco, de crianças com menos de cinco anos, de pessoas com mais de 60 anos, de pessoas com alguma comorbidade.
Em pouco tempo, se continuarmos com essa postura, a quantidade de pessoas infectadas será tão grande que, mesmo com chance relativamente pequena de haver complicações, em números absolutos haverá muita gente adoecendo de forma séria. A quantidade de pessoas que vão precisar de hospital, de UTI, que vão adoecer gravemente, a quantidade de pessoas que vão morrer será muito grande.Os profissionais defendem que, diante do atual quadro da pandemia no Ceará, as atitudes mais corretas são o respeito às medidas sanitárias de prevenção ao contágio e ampliação do processo de vacinação para o público infantil, além da aplicação massiva da dose de reforço em gestantes, pessoas com comorbidades e idosos.
O grupo ainda fala em tornar o uso de máscaras PFF-2/N95 uma política de saúde pública, de forma que os governos façam a distribuição gratuita do item de proteção para as pessoas mais expostas à circulação viral, a exemplo das que usam transporte coletivo ou aquelas que trabalham em serviços de atendimento ao público e nos equipamentos de saúde.
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