"Se essa tramitação (no Senado) se estender até o próximo mês, isso irá inviabilizar que o benefício de R$ 400 chegue para os brasileiros em dezembro. (...) Cabe ao Senado Federal ter a sensibilidade e somar todos os esforços para que essa medida seja analisada no mais breve espaço possível, mas não cabe a ninguém do Executivo ditar as regras da Casa Legislativa”, disse Roma.Antes de ser encaminhada ao plenário, a PEC deverá tramitar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Conforme o presidente da comissão, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), a proposta será analisada no dia 24 deste mês e o relator será o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE).
De acordo com Bezerra, existe uma "chance muito boa" de que o texto aprovado pelos deputados seja mantido pelos senadores, evitando que a proposta precise ser novamente encaminhada ao legislativo.
Outras Possibilidades
Caso o texto nem sequer seja aprovado até o início de 2022, membros do Ministério da Economia dizem que será necessário um ajuste no Orçamento do próximo ano, que já foi elaborado no limite do teto de gastos. Neste âmbito, a rejeição da PEC exigiria uma tesourada no Orçamento de 2022, que já está apertado.
Ainda para possibilitar o pagamento do Auxílio Brasil, em um cenário alternativo, para além da medida provisória, os governistas também estudam a possibilidade de decretar estado de calamidade pública para afrouxar regras orçamentárias no fim deste ano e em 2022.No entanto, essa hipótese de um novo estado de calamidade é bastante rejeitada pelos membros da equipe econômica. Especialistas afirmam que ninguém da pasta aceitaria assinar um ato relacionado a isso, uma vez que temem, que futuramente, o ato seja considerado irregular.
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