No total, foram 24 registros em 2020 e nove até maio de 2021. Em média, pelo menos duas pessoas foram mortas a cada mês. Parte das ocorrências está ligada à “guerra de facções” vivenciada nas periferias de Fortaleza e Região Metropolitana da Capital, onde os confrontos armados entre grupos rivais têm se intensificado nos últimos meses.
Entre as vítimas que entraram para as estatísticas da Rede está uma jovem de 24 anos morta durante um tiroteio em um posto de combustíveis no bairro Cristo Redentor, em Fortaleza. Ângela Christiany Nobre tinha ido à loja de conveniência do estabelecimento e foi atingida por um disparo em meio à troca de tiros entre homens encapuzados. O crime aconteceu em fevereiro do ano passado, quando o Estado atravessava o motim da Polícia Militar, período em que foram registrados 312 assassinatos.
O POVO procurou a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), que por meio de nota informou não haver uma estatística específica sobre as ocorrências envolvendo balas perdidas no Ceará. “Todos os casos noticiados à Polícia Civil são inseridos em ocorrências de lesão corporal dolosa ou em tipificação criminal mais adequada para os casos em que há óbito. Dessa maneira, as estatísticas compiladas pela Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública abrangem também outras ocorrências”, afirmou o comunicadopasta ainda destacou que o Estado registrou uma redução de 20% no número de assassinatos entre janeiro e setembro deste ano na comparação com o mesmo período de 2020. Foram 3.055 no ano passado, contra 2.444, no mesmo recorte em 2021. “A melhoria nos indicadores criminais é resultado da reorganização das estratégias de segurança pública, após um período atípico encarado em 2020, com o motim de parte da Polícia Militar do Ceará (PMCE)”, ressaltou a pasta.
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