Policiais suspeitos de integrar facção em Fortaleza e Caucaia são alvos de operação

Ministério Público deflagrou na manhã desta quinta-feira, 27, operação contra integrantes de organização criminosa e policiais. São 21 mandados de prisão preventiva contra integrantes de facções e cinco contra policiais militares de Fortaleza e de Caucaia. A 3ª fase da Operação Gênesis conta com Coordenadoria Integrada de Planejamento Operacional (COPOL), da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), e da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado (SAP).grupo também é apontado na execução de outros crimes, como homicídios, corrupção ativa, lesões corporais, ameaças, lavagem de dinheiro e associação para o tráfico. De acordo com o MPCE, o esquema contava também com a participação de policiais militares, que ou atuavam diretamente ou se omitiam propositalmente. Eles teriam a função de retirar qualquer obstáculo ao funcionamento das atividades ilícitas em troca de vantagem financeira.

Diligências 

 

Em sua terceira fase, a investigação teve início no final do ano de 2016, com o objetivo de desarticular as  grupos ligados a organizações criminosas, responsáveis pelo tráfico de drogas e armas, assaltos e homicídios na capital cearense e região metropolitana. Durante a investigação, foi possível identificar o envolvimento de traficantes com policiais, que se estruturaram de forma organizada para realizar vários crimes.

De acordo com o Ministério Público, a organização criminosa era integrada, em sua maioria, por agentes e ex-agentes de segurança pública do Estado, além de pequenos e médios traficantes locais. Entre os crimes que o grupo teria cometido, estão: extorsão, organização criminosa e comércio ilegal de arma de fogo.

As investigações apontam que alvos dos policiais eram cuidadosamente escolhidos entre traficantes com considerável poder aquisitivo ou que já tinham alguma passagem pela polícia, o que facilitava as exigências, as abordagens e o alcance das vantagens almejadas pelo grupo. Os agentes públicos tinham acesso ao sistema de informações da Polícia para selecionar as “vítimas” e planejar as ações

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