Arotina da trancista Priscila Fernandes foi totalmente modificada com a chegada de Mabel. Aos 9 meses de idade, Mabel nasceu em meio a pandemia do coronavírus. Devido ao isolamento e a segurança dela e da família, Priscila parou de atender desde o começo da pandemia. Sem rede de apoio além da marido, ela continua com os atendimentos suspensos. "Não consigo sair de casa porque a única coisa que eu penso é que já é difícil dar conta das coisas com saúde, imagine doente de Coronavírus?",

Assim como na casa de Priscila, 42% das mulheres responsáveis pelo cuidado de outra pessoa o fazem sem apoio de pessoas de fora do núcleo familiar, como mostra o relatório de 2020 sobre o trabalho de mulheres durante a pandemia da ONG Gênero e Número.família de Priscila também perdeu, no início da pandemia, a segunda fonte de renda da casa, que era o emprego do marido, que trabalhava no setor industrial. Atualmente ele está realocado no mercado e trabalha com marcenaria. E Priscila continua trabalhando em casa, mesmo com a suspensão dos atendimentos, ela é responsável pelo bebe, pela comida e pela casa. As contas e despesas da criança também são divididas.Aos 31 anos, a trancista conta que tem dias que ela só quer parar, descansar, deitar em posição fetal e chorar. A exaustão a fez recorrer a terapia, através do Ser Ponte, ela conseguiu ela conseguiu atendimento psicológico gratuito e, agora, falta só arranjar tempo na rotina.Aos 31 anos, a trancista conta que tem dias que ela só quer parar, descansar, deitar em posição fetal e chorar. A exaustão a fez recorrer a terapia, através do Ser Ponte, ela conseguiu ela conseguiu atendimento psicológico gratuito e, agora, falta só arranjar tempo na rotina.Normalmente (a rotina) acaba às 23 horas da noite e eu já arriada no chão. Às vezes mastigar me cansa. eu desisto de comer no meio do prato. Toda a minha rotina começa no momento que ela acorda e agora que ela está acordando mais tarde graças a deus eu consigo acordar mais cedo pra agilizar as coisas", explica Priscila. Uma pesquisa da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul sobre a saúde mental das mães durante a pandemia trouxe dados alarmantes: 83,82% delas relataram maior sobrecarga em cuidar dos filhos durante a pandemia; 26,76% delas apresentaram sintomas de ansiedade e 25,18% apresentaram sintomas depressivos. Dentre os fatores que desencadeiam essa situação estão o desemprego e sobrecarga no cuidado com os filhos.falta de uma rede de apoio surgiu também com a pandemia. A mãe de Priscila continuou frequentando as reuniões da igreja Universal mesmo durante as fases restritivas da pandemia, para não colocar ela e a família em risco, preferiu que a filha não visitasse a mãe. De acordo com a psicóloga clínica, Bruna Freire, não existe uma definição fechada em relação aos agentes de uma rede de apoio, ela constitui-se, essencialmente, na colaboração existente entre seus membros. Nesse contexto, companheiros, pais, irmãos e colegas, por vezes, apresentam-se como a principal rede de apoio do público feminino.
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